Notícias

01/06/2018

Setor apresenta principais desafios da saúde para presidenciável Geraldo Alckmin

Desafios e soluções para a saúde no país foram apresentados ao pré-candidato à Presidência e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em reunião na Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL). O presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (SINDIHOSPA), Henri Siegert Chazan, participou do evento com lideranças do setor e políticas. 
 
Durante o encontro, Chazan destacou que é preciso incentivar as tecnologias e a medicina de precisão. “Devemos pensar mais sobre as novidades exponenciais que vem surgindo no mundo, como medicamentos personalizados com o próprio DNA do paciente e impressoras 3D”, afirmou. 
 
Presidente do SINDIHOSPA (centro) durante encontro com pré-candidato à presidência
 
Presidente da FEHOSUL, Cláudio Allgayer ressaltou que os desafios do setor no país se baseiam em quatro pilares: acesso, qualidade e segurança, gestão e financiamento. Geraldo Alckmin concordou com Allgayer, criticando ainda a baixa participação do governo federal no custeamento da saúde. “Quando foi concebido o sistema, estabeleceu-se que aproximadamente 63% estaria sob responsabilidade federal. Contudo, à medida que não corrige a tabela do SUS, ele está discretamente saindo no financiamento”, apontou o pré-candidato.
 
Alckmin comentou que a saúde representa um paradoxo no país: “De um lado, melhorou em todos os indicadores. De outro lado, é a principal preocupação da população. Temos de resolver isso, pois nossa população está ficando mais idosa, com medicina mais cara”, explicou. Também destacou que o segmento tem grande relevância econômica, pois “vai gerar cada vez mais empregos”. 
 
O ex-governador paulista recordou ainda iniciativas adotadas durante sua gestão, como a implementação Organizações Sociais da Saúde (OSS). “Nenhum novo hospital é administrado pelo governo. Temos contrato de gestão em cada unidade”, complementou. Outro destaque foram as parcerias público-privadas (PPPs): “É muito importante aproximarmos a saúde pública, com o SUS, da saúde suplementar. É uma medida que aproxima e permite que se faça mais em benefício da população com custo menor”. Ele ressaltou que “a iniciativa privada constrói, equipa e opera a ‘bata cinza’, ou seja, tudo que não é da parte médica, como limpeza, segurança e equipamentos, manutenção. E tudo SUS, 100% gratuito. O que interessa para a população é que o serviço seja público, mas a gestão não precisa ser estatal, pode ser privada”, defendeu. 
 
A greve dos caminhoneiros, que ocasionou desabastecimentos nos hospitais, também foi analisada. Para ele, a população não pode pagar pela greve de nenhum setor. “Não pode o hospital ficar sem remédio e alimentos. Agora precisamos voltar imediatamente à normalidade”, frisou.
 
Também estiveram presentes no encontro o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, o deputado estadual Lucas Redecker, e representantes do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Grupo Hospitalar Conceição, Hospital São Lucas da PUCRS, Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde da Região Serrana, Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre, Oncologia Centenário, Sindilac e Faculdade de Tecnologia em Saúde/IAHCS.
 
Representantes de instituições de saúde com o prefeito de Porto Alegre e Alckmin
 
 
Com informações da FEHOSUL