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21/09/2018

Comitê de Farmácia do SINDIHOSPA compartilha melhores práticas pela segurança dos pacientes

O Comitê de Farmácia do SINDIHOSPA tem como objetivo promover a discussão de assuntos relacionados aos processos da farmácia hospitalar e o compartilhamento das melhores práticas entre as instituições, buscando a segurança dos pacientes.

 

O grupo, que promove em outubro a IV Jornada de Farmácia Hospitalar, é coordenado pela chefe do Serviço de Farmácia do Hospital de Clínicas, Thalita Jacoby. Ela detalha a atuação do comitê na entrevista:

 

Quais principais ações foram desenvolvidas pelo Comitê em parceria com o Sindicato durante o ano? 

 

As ações do comitê são resultado das demandas recebidas, mensalmente, nas reuniões do grupo de farmacêuticos hospitalares. Neste ano, buscamos intensificar a realização de visitas técnicas a fornecedores e elaboramos checklists específicos para as visitas, contemplando distribuidoras, laboratórios e farmácias de manipulação. Estabelecemos, também, o fluxo de agendamento das visitas, a forma de aplicar o checklist e o documento de retorno aos fornecedores. Nesta ação, procuramos fortalecer o Comitê de Farmácia e o Sindicato, de forma que as visitas sejam realizadas pelos farmacêuticos de hospitais associados e não individualmente pelas instituições.

 

Quais as principais discussões e preocupações nas instituições de saúde nesta área?

 

O serviço de farmácia, em todas as instituições de saúde, perpassa as esferas assistencial, administrativa e financeira. Consequentemente, as preocupações e demandas são muito variadas. A atuação do farmacêutico na farmácia clínica e a interface da atuação deste profissional com a segurança do paciente é um assunto muito presente. A sustentabilidade e ações que otimizem o orçamento para os insumos farmacêuticos também têm sido pauta das reuniões do Comitê de Farmácia.

 

Quais as principais demandas dos hospitais quando se fala em farmácia?

 

Podemos citar: compartilhamento de resultados através de indicadores assistenciais e de processos; partilha de melhores práticas e experiências; processos relacionados à segurança na cadeia medicamentosa; e troca de experiências para proposição de ações nos casos de dificuldades comuns aos hospitais.

 

Alguma ação específica do Comitê promoveu diferenciais para a área?

 

Tivemos a já citada construção de um protocolo para a realização de visitas técnicas, de forma que passassem a ser realizadas pelo comitê. No ano passado, trabalhamos na identificação dos medicamentos de alta vigilância. Propusemos um pictograma específico para indicar este grupo, o qual foi divulgado na Jornada de Farmácia Hospitalar e disponibilizado para uso das instituições de saúde. Ainda nessa questão, apresentamos um esquema de cores único para indicação de classes de medicamentos. A proposta foi encaminhada ao Conselho Federal de Farmácia para aprovação e apoio.

 

Quais novidades no mercado têm contribuído para obter resultados mais efetivos nesta área?

 

A automação dos processos tem surgido como um grande apoio na gestão dos serviços de farmácia. Novas tecnologias na área de logística, distribuição e análise de prescrição têm contribuído para maior assertividade e produtividade no serviços.

 

Quais ações estão projetadas pelo Comitê para 2018/2019?

 

Planejamos estabelecer novos indicadores para serem compartilhados entre os hospitais. Também pretendemos ampliar as visitas técnicas, de modo a conferir aos fornecedores um selo, indicando que estes foram validados pelo Comitê de Farmácia.